O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, propôs a criação de um selo destinado a premiar os institutos de pesquisa que apresentarem os resultados mais precisos nas eleições de outubro. A sugestão foi feita durante uma reunião com representantes desses institutos, convocada para discutir novas diretrizes para a divulgação de levantamentos, após a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a intenção de voto para a presidência da República.
Nunes Marques defendeu que o Selo Acurácia Eleitoral tem como objetivo reconhecer o trabalho dos institutos que demonstram “maior grau de aderência aos resultados oficiais”. O ministro explicou que a proposta busca valorizar boas práticas e promover o aprimoramento técnico das pesquisas eleitorais, por meio do reconhecimento público das empresas que apresentarem alta acurácia em seus resultados.
Após o anúncio, o TSE estabeleceu um prazo para o recebimento de sugestões sobre os critérios que irão definir os vencedores do selo, que se encerrará na próxima sexta-feira, dia 17.
Por outro lado, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) manifestou críticas à proposta, enfatizando que as pesquisas são ferramentas que capturam a intenção de voto no momento da coleta e não devem ser vistas como previsões definitivas. A ABEP alertou que, entre a realização das entrevistas e o dia da votação, os eleitores podem mudar de opinião, o que torna impossível exigir que as pesquisas acertem os resultados.
A entidade ainda expressou preocupação com a possibilidade de a Justiça Eleitoral se tornar árbitra da qualidade das pesquisas. Para a ABEP, iniciativas como essa devem ser desenvolvidas em diálogo com a comunidade científica e os institutos de pesquisa, a fim de evitar práticas oportunistas que possam comprometer a seriedade metodológica que deve guiar pesquisas respeitáveis.





