Vereador André Salineiro responde críticas de Erika Hilton com pesquisa sobre banheiros trans

O Vereador André Salineiro, do PL, decidiu responder às críticas da deputada federal Erika Hilton, do PSOL, por meio de uma enquete popular realizada no centro da Capital Morena. A parlamentar, que se identifica como transexual, está buscando apoio da Procuradoria-Geral da República para contestar a lei de autoria de Salineiro, que proíbe a presença de trans femininas em banheiros destinados a mulheres. O objetivo de Hilton é levar a questão para as cortes superiores, visando a revogação da legislação.

Na enquete, o vereador ouviu a opinião de oito pessoas, que incluíam jovens, idosos, homens e mulheres. Apenas uma jovem expressou apoio à presença de transexuais no banheiro feminino. Entre os demais entrevistados, sete manifestaram críticas à proposta da lei. Um dos jovens participantes afirmou que o projeto é adequado, argumentando que, independentemente da identidade de gênero, as pessoas têm um órgão genital que as define.

Uma mulher que participou da pesquisa comentou sobre a necessidade de respeito mútuo, sugerindo que banheiros separados poderiam ser uma solução viável. Ela afirmou: "Cada um no seu quadrado… a gente respeita eles, na decisão deles e eles respeitam a gente". Já um homem idoso expressou preocupações em relação à presença de trans femininas nos banheiros femininos, alegando que isso poderia atrair comportamentos inadequados.

Outro defensor da lei, também de idade avançada, resumiu sua posição de maneira direta: "mulher é mulher e homem é homem". Por outro lado, a única crítica à legislação veio de uma mulher que considerou a lei irrelevante, afirmando que a identidade de gênero não deve ser motivo para problemas.

A situação se complica ainda mais com a Ação Direta de Inconstitucionalidade apresentada pelo PT de MS no Tribunal de Justiça, questionando a constitucionalidade da Lei Cassia Kis. A deputada Erika Hilton, por sua vez, levou a discussão para a Procuradoria-Geral da República. Caso o órgão encontre indícios de inconstitucionalidade ou preconceito, poderá acionar o STJ ou o STF para solicitar a revogação da lei.

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