Veto da prefeita impede criação de zona de silêncio em torno de templos religiosos

A prefeita Adriane Lopes vetou o Projeto de Lei Complementar 1.020/26, que estabelecia uma zona de silêncio especial para templos de qualquer culto em Campo Grande. A decisão foi divulgada na edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta quarta-feira (18). O projeto, de autoria do vereador Wilton Candelório, havia sido aprovado em regime de urgência pelos vereadores nesta semana.

A proposta incluía aproximadamente 2.115 igrejas e templos religiosos na chamada “zona de silêncio”, onde seria proibido o barulho em um raio de 200 metros ao redor dos prédios. A proposta também assegurava proteção especial a hospitais, escolas e bibliotecas públicas, que justificavam a necessidade de silêncio por razões de saúde e ensino.

A prefeita argumentou que a inclusão dos templos não possui fundamentação plausível. Ela destacou que, enquanto os hospitais e escolas são tratados como instituições que precisam de proteção por sua vulnerabilidade, os templos não se enquadrariam nessa categoria, já que são locais de reflexão e fé, mas não equivalem a uma vulnerabilidade urbana.

Além disso, a prefeita apontou a inviabilidade da fiscalização em áreas urbanas densamente povoadas, onde há muitos templos próximos. A proposta agora retornará à Câmara Municipal, que poderá decidir por manter ou derrubar o veto da prefeita.

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