O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desenvolverá um mapeamento detalhado das organizações criminosas que operam no Brasil. O anúncio foi feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, durante a instalação de varas de combate à violência contra a mulher em Bauru, São Paulo.
A iniciativa surge em meio à repercussão das operações policiais no Rio de Janeiro, que resultaram em mais de 120 mortes. Segundo Fachin, o objetivo do mapeamento é auxiliar na formulação de estratégias mais eficazes para a repressão ao crime organizado em todo o país.
“O Poder Judiciário está atento a isso e atuando fundamentalmente em duas frentes. A primeira delas é no âmbito do Conselho Nacional de Justiça. Nós estamos desenvolvendo e, em breve teremos, o mapa das organizações criminosas do Brasil, donde provém, onde estão, quais seus principais pontos de interesse para que, a partir de dados e evidências, todo o sistema de Justiça, incluindo, de modo especial, as polícias e a Polícia Federal, possa ter melhores políticas de combate às organizações criminosas”, declarou o ministro.
Fachin também enfatizou que o STF defende que a proteção dos direitos humanos deve ser encarada como uma medida de segurança pública. Ele ressaltou a importância de cortar os laços entre organizações criminosas e o sistema penitenciário, afirmando que a conexão entre ambos é um ponto crucial a ser combatido.
Os desdobramentos das operações no Rio de Janeiro estão sendo acompanhados pelo STF por meio da ADPF das Favelas, ação que já resultou em determinações para reduzir a letalidade policial. O ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos ao governador do Rio sobre a operação e agendou uma audiência para discutir o tema.






