A paralisação do governo dos Estados Unidos atingiu um marco histórico nesta quarta-feira, superando todos os fechamentos anteriores em duração. A falta de consenso entre o partido Republicano, liderado pelo presidente, e a oposição Democrata sobre o orçamento federal é o principal entrave para a retomada das atividades.
O “shutdown” entrou em seu 36º dia, ultrapassando o recorde anterior registrado em 2019, também durante um governo republicano. A paralisação orçamentária já impacta cerca de 1,4 milhão de servidores públicos, que estão sem receber seus salários. Funcionários considerados “essenciais”, como controladores de tráfego aéreo e membros das forças de segurança, continuam trabalhando sem remuneração.
A situação nos aeroportos tem se tornado crítica, com alertas sobre possíveis fechamentos parciais do espaço aéreo devido à falta de pessoal. Programas de assistência social também foram afetados, com atrasos na distribuição de ajuda alimentar para milhões de americanos.
Lideranças de ambos os partidos admitem a dificuldade em encontrar uma solução. O governo está parcialmente paralisado desde que o Congresso não conseguiu aprovar um projeto de lei para manter o financiamento de departamentos e agências federais após o início do novo ano fiscal.
Republicanos defendem a aprovação de medidas que mantêm o financiamento até o final de novembro, enquanto democratas exigem a suspensão imediata de uma reforma sanitária e uma nova discussão sobre o tema.
Embora existam sinais de negociação entre moderados, o presidente tem se mantido firme em sua recusa a negociar. Ele chegou a sugerir que os republicanos utilizem uma manobra legislativa para contornar a oposição democrata no Senado, proposta que enfrenta resistência dentro do próprio partido.






