Pantanal Busca Financiamento Global na COP30

O governo de Mato Grosso do Sul mira a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) como palco para impulsionar o Fundo Clima Pantanal. Lançado em fevereiro, o fundo busca financiar o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal, que remunera produtores rurais pela preservação ambiental além do exigido por lei.

Apesar de sua importância, o Fundo Clima Pantanal recebeu até o momento apenas três doações: uma do governo estadual e duas de entidades ligadas ao setor produtivo. A COP30, que começa em breve no Pará e reunirá representantes de mais de 170 países, surge como oportunidade crucial para atrair investimentos internacionais.

Segundo um representante da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o governo está agendando reuniões com potenciais investidores interessados em contribuir com o fundo. Já há um encontro previsto com um fundo da Suíça, que demonstrou interesse no projeto, embora o valor da possível doação ainda não tenha sido definido.

Atualmente, o Fundo Clima Pantanal conta com uma doação de R$ 40 milhões do governo estadual, destinados a projetos de preservação na região. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e a Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul (OCB-MS) também contribuíram, cada uma com R$ 100 mil.

O programa PSA, lançado em março, oferece R$ 55 por hectare preservado, com limite de R$ 100 mil por propriedade, pago em duas parcelas. O objetivo é remunerar aqueles que contribuem para a preservação do Pantanal, incluindo ribeirinhos, produtores rurais e povos originários.

Recentemente, foram divulgados os primeiros contemplados com recursos do Fundo Clima Pantanal: organizações não governamentais (ONGs) que atuam no combate a incêndios e no tratamento de animais silvestres. O Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), o Instituto SOS Pantanal e o Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil (IPCTB) receberão, juntos, cerca de R$ 3 milhões.

Enquanto isso, o governo federal lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), um mecanismo financeiro voltado à conservação de florestas tropicais, com investimentos já alcançando US$ 5,5 bilhões.

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