Rombo Bilionário e Gastos Elevados Marcam Governo Atual

A gestão atual enfrenta críticas severas em relação à administração de recursos públicos e à condução de políticas sociais. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) chegou a comparar o governo com “praga do Egito”, em referência a possíveis demissões em massa nos Correios para sanar um déficit financeiro.

Paralelamente, a CPMI do INSS investiga um possível desvio de R$ 90 bilhões em empréstimos consignados, um valor que pode superar os R$ 10 bilhões já identificados em “descontos associativos” indevidos. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), expressou preocupação com o possível envolvimento de bancos no esquema. A expectativa é de que as investigações sobre os empréstimos consignados sejam aprofundadas após o recesso parlamentar, em fevereiro. Uma nova CPI não está descartada, caso a atual CPMI não seja prorrogada.

No âmbito dos gastos governamentais, um levantamento aponta que o governo federal já consumiu mais de R$ 1,53 bilhão em passagens e diárias para funcionários até 3 de novembro. Desse montante, R$ 927,3 milhões foram destinados a diárias e R$ 598,5 milhões a passagens. Outros R$ 7,7 milhões foram gastos com taxas de agenciamento e restituições. As viagens internacionais de servidores custaram R$ 206,8 milhões, o que representa 13% do total. Em 2023 e 2024, os gastos com viagens atingiram os recordes de R$ 2,3 bilhões e R$ 2,4 bilhões, respectivamente.

Outras polêmicas incluem denúncias de pagamento de propina ao ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, nomeado pelo governo, além de críticas ao investimento em publicidade, que superaria o orçamento do sistema prisional. Questões sobre a investigação de atos de violência em Belém, Pará, também foram levantadas.

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