Uma troca de mensagens entre servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul foi fundamental para embasar a decisão do Conselho Nacional de Justiça que levou à punição do desembargador Divoncir Schreiner Maran à pena de aposentadoria compulsória.
Em uma dessas mensagens, um servidor opina que o magistrado deve ter recebido uma pequena fortuna para conceder a liminar que libertou o megatraficante Gerson Palermo. Condenado a 126 anos de prisão, Palermo foi solto em 21 de abril de 2020, durante um feriadão no começo da pandemia de Covid 19.
No dia seguinte, outro desembargador, Jonas Hass, reverteu a decisão, mas o traficante já havia rompido a tornozeleira eletrônica e fugido. Até hoje, quase seis anos depois, não foi recapturado.
Uma servidora, Gabriela Soares Moraes, chegou a ser alvo da operação da Polícia Federal em fevereiro de 2024, após ter aparecido movimentações financeiras suspeitas na sua conta. Posteriormente, a PF constatou que eram remessas feitas por seus pais.





