Pacientes do Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) Afrodite, situado no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande, enfrentaram longas esperas por atendimento enquanto recepcionistas se dedicavam a comprar semijoias. Uma usuária do local, que preferiu não se identificar, expressou sua indignação em uma denúncia que chegou até a redação, mencionando que ficou mais de 1h30 aguardando sua consulta.
Durante essa espera, uma idosa apareceu com duas malas repletas de semijoias, o que levou as recepcionistas a se afastarem da recepção para analisar os produtos. A denúncia relata que esse evento ocorreu em uma área de circulação, nas proximidades de banheiros e quartos, onde outros usuários e até um agente da GCM (Guarda Civil Metropolitana) estavam presentes.
A paciente afirmou que foi informada de que a gerente da unidade havia dado permissão para a compra, no entanto, no momento do ocorrido, a responsável não estava no local. A usuária questionou a situação a funcionários, incluindo uma recepcionista e uma assistente social, mas, segundo ela, nenhuma ação foi tomada para resolver o problema.
Considerando o episódio inadequado para um ambiente de saúde pública, a paciente criticou a postura dos servidores, ressaltando que a situação deveria ser encarada com mais seriedade. "Eu falei com todos ali que aquilo era estranho e errado em ambiente público, local de trabalho delas. Mas todos ignoraram", afirmou.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande, buscando esclarecimentos sobre a autorização para a atividade realizada dentro da unidade e quais medidas poderão ser adotadas em resposta à denúncia. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno da administração, que permanece aberta para manifestações sobre o caso.






