Alta de 0,89% no IPCA-15 em abril é divulgada pelo IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, conhecido como IPCA-15, apresentou uma alta de 0,89% em abril, resultando em um aumento de 0,45 ponto porcentual em relação ao mês anterior, quando o índice foi de 0,44%. Este resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que previam um avanço de 0,90%, com uma mediana de 0,98% e um teto positivo de 1,11%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou essas informações na manhã desta terça-feira, 28.

No acumulado dos últimos 12 meses até abril, o IPCA-15 teve uma alta de 4,37%, um número que também não atingiu o piso das projeções, que era de 4,38%. A mediana de alta foi de 4,47% e o teto alcançou 4,60%. Esses dados refletem as variações nos preços que impactam diretamente o orçamento das famílias brasileiras.

Os gastos com Saúde e cuidados pessoais, por exemplo, saltaram de 0,36% em março para 0,93% em abril, contribuindo com 0,13 ponto porcentual para o IPCA-15 deste mês. Os principais itens que influenciaram essa alta foram os produtos de higiene pessoal, que tiveram um aumento de 1,32%, e os produtos farmacêuticos, que subiram 1,16%, após a autorização de reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril. Além disso, os planos de saúde aumentaram 0,49%.

No setor de Habitação, os gastos também mostraram tendência de alta, passando de uma elevação de 0,24% em março para 0,42% em abril, com uma contribuição de 0,07 ponto porcentual para o IPCA-15. A energia elétrica residencial, por sua vez, subiu 0,68% em abril, impulsionada pelos reajustes de 6,92% e 14,66% nas tarifas das concessionárias do Rio de Janeiro, que entraram em vigor a partir de 15 de março. O IBGE ressaltou que a bandeira tarifária verde continuou vigente no mês, sem custos adicionais para os consumidores.

Além disso, a taxa de água e esgoto registrou um aumento de 0,24%, influenciada por reajustes de 6,21% em uma das concessionárias em Porto Alegre, efetivado em 23 de fevereiro, e de 4,80% em Goiânia, a partir de 1º de abril. Essas variações nos preços refletem a pressão inflacionária que as famílias enfrentam em diversas áreas de consumo, especialmente em setores essenciais como saúde e habitação.

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