Mato Grosso do Sul registra aumento de mortes por Chikungunya, com Bonito contabilizando 3

A situação da Chikungunya em Mato Grosso do Sul continua alarmante, com o estado registrando 15 mortes confirmadas e uma sob investigação. O último balanço do Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde indicou que Bonito, um dos destinos turísticos mais visitados do estado, confirmou seu terceiro óbito relacionado à doença. O primeiro falecimento ocorreu em um homem de 72 anos, no dia 19 de março, seguido por uma mulher de 87 anos, que faleceu cerca de um mês depois. Ambos os pacientes tinham histórico de hipertensão.

Bonito já registrou 154 casos confirmados da doença, além de 20 casos prováveis. O panorama em Mato Grosso do Sul é preocupante, visto que o estado é o que apresenta a maior concentração de casos de Chikungunya No Brasil, com um total de 10.866 notificações. Deste total, 4.614 foram confirmados e 6.252 estão sob investigação. Em todo o Brasil, são 39.816 casos prováveis, com 22 mortes confirmadas, sendo 15 apenas em Mato Grosso do Sul.

O Centro-Oeste do país também está em alerta, pois três dos cinco estados com maior coeficiente de incidência da arbovirose estão localizados na região. Os índices são alarmantes, sendo Mato Grosso do Sul com 371,5 casos por 100 mil habitantes, Goiás com 126,3, e Minas Gerais com 46,7. Além de Bonito, as mortes foram registradas em Dourados (9), Jardim (2) e Fátima do Sul (1).

Os dados do Ministério da Saúde revelam que as mulheres são as mais afetadas pela doença, representando 58% dos casos confirmados, enquanto os homens correspondem a 42%. Outro dado relevante é a alta incidência entre a população indígena, com 34,71% dos casos confirmados ocorrendo entre esses grupos. Dourados, onde reside uma significativa população indígena, registrou 2.319 casos confirmados, dos quais 66,45% pertencem a povos originários.

A gravidade da situação exige atenção redobrada das autoridades de saúde e da população em geral, uma vez que os números continuam a crescer e a prevenção se torna cada vez mais necessária para evitar novas transmissões da doença.

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