Na sessão desta segunda-feira, 11, o ouro fechou em leve queda, apresentando uma variação de 0,04% e cotado a US$ 4.728,70 por onça-troy. O mercado permanece cauteloso devido aos desdobramentos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que visam o encerramento do conflito.
Durante o dia, o preço do metal dourado chegou a perder 1%, mas conseguiu reduzir as perdas, especialmente à medida que os preços do petróleo também diminuíam. As conversações entre os dois países continuam sem avanços significativos, o que mantém a tensão no mercado.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como "totalmente inaceitável" a resposta dada por Teerã à proposta estadunidense, ressaltando que o cessar-fogo entre os países está em uma situação delicada. O Irã, por sua vez, defendeu que a proposta apresentada não é excessiva.
Além das tensões geopolíticas, as pressões inflacionárias têm levado o mercado a considerar a possibilidade de juros mais altos por um período prolongado, o que é visto como desfavorável para investimentos como o ouro, que não geram rendimento, conforme análise do MUFG.
Os dados robustos do mercado de trabalho nos EUA também reforçam as expectativas de elevação nas taxas de juros. A expectativa do mercado agora se volta para o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, que será divulgado na terça-feira e pode influenciar a política monetária do país.
Apesar das incertezas, o ING prevê que o preço do ouro pode atingir a marca de US$ 5 mil até o final do ano. Os analistas destacam que a volatilidade provocada por questões geopolíticas deve continuar, mas uma vez que fatores adversos se amenizem, o suporte ao ouro deverá se reafirmar. "A movimentação de preços no curto prazo ainda pode ser dominada por forças macroeconômicas", afirmam os especialistas, referindo-se aos rendimentos, ao dólar e à política monetária.






