Na tarde de 15 de novembro de 2019, um homem foi morto durante um confronto com a Polícia Militar em Três Lagoas, no bairro Orestinho. O indivíduo, identificado como Fabrício Julieber de Almeida Silva, de 29 anos, era suspeito de integrar uma facção criminosa e reagiu à abordagem policial. Ele estava foragido e possuía um mandado de prisão por regressão cautelar expedido pela 2ª Vara de Execução Penal do Interior do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Fabrício, conhecido pelo apelido de "FB", estava em regime semiaberto, mas se evadiu ao não retornar ao cumprimento das suas obrigações. A polícia recebeu uma denúncia às 16h20 informando sobre a presença de um foragido de alta periculosidade em um conjunto habitacional conhecido como Engenheiro Alexander, popularmente chamado de "predinhos". Ao chegar ao local, os agentes localizaram o suspeito, que ao perceber a presença da viatura, fugiu para o interior de uma residência.
Conforme o boletim de ocorrência, Fabrício teria sacado uma arma e apontado para os policiais, o que levou os agentes a dispararem dois tiros em sua direção. O homem foi imediatamente transportado para o Hospital Auxiliadora, mas ao chegar à unidade, foi declarado morto. A situação gerou uma série de investigações em torno do confronto e da morte do suspeito.
Fabrício já tinha um histórico criminal que incluía um sequestro, onde foi investigado pelo 2º Batalhão da Equipe Militar (BPM) por participar do sequestro de uma vítima conhecida como "Neguinho", que foi levada para um chamado "tribunal do crime" organizado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Além disso, seu histórico criminal inclui acusações de homicídio e tráfico de drogas, o que resultou em sua prisão anterior.
A área onde ocorreu o confronto foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da Polícia Civil e da perícia criminal, que dará continuidade às investigações sobre o incidente. Vale ressaltar que, durante a mesma semana, em um evento semelhante, Lucas Adriano Caniza Santos, conhecido como “Lucão” ou “Zoião”, também foi morto em um confronto com o BOPE, sendo apontado como um dos líderes regionais do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso do Sul. O comandante do BOPE, tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva, expressou preocupação com o avanço das facções criminosas na região, destacando que as operações de combate a essas organizações continuam em andamento.






