Dívida de R$197 milhões na Saúde de Campo Grande é alvo de investigação do MP

Dados do Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont) mostram que, entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2026, a saúde municipal acumulou aproximadamente R$286 milhões em “restos a pagar”. As suplementações financeiras que estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) foram voltadas para despesas de exercícios anteriores, o que levanta ainda mais preocupações sobre a gestão financeira.

Em dezembro de 2025, o CMS já havia identificado anomalias nas contas da Saúde, solicitando auditorias aos órgãos de controle. Entre as irregularidades apontadas, estava a retirada de quase R$30 milhões do Fundo Municipal de Saúde, que caiu de R$35 milhões para R$9 milhões em um período de 60 dias. Além disso, foi notada a abertura de uma nova conta sem a devida oficialização ou comunicação ao público, logo após a drástica queda nos recursos, o que foi considerado uma falta de transparência por parte do Executivo de Campo Grande.

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