Operação Fluxo Oculto investiga máfia de combustíveis em MS com ligação ao PCC

A Operação Fluxo Oculto está em andamento, focando empresas localizadas em Iguatemi, Em Mato Grosso do Sul, que são alvo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal. Este desdobramento da Operação Carbono Oculto, que teve sua fase inicial deflagrada em agosto do ano anterior, resultou na execução de 55 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

O objetivo principal da operação é desmantelar um esquema que envolve fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A ação visa apreender evidências que possam comprovar as irregularidades e identificar outros envolvidos no crime. Entre os focos da investigação estão seis FINTECHS recentemente descobertas e a adulteração de combustíveis utilizando nafta, um solvente químico.

Na primeira fase da Operação Carbono Oculto, as empresas Alpes Distribuidora de Combustíveis, Start Petróleo S.A., Maximus Distribuidora de Combustíveis Ltda., Império Comércio de Petróleo S.A., Arka Distribuidora de Combustíveis Ltda., Safra Distribuidora de Petróleo S.A. e Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda. foram alvos de busca. Todas essas empresas compartilham um mesmo endereço na Rodovia das Balsinhas, na zona rural de Iguatemi, e estão ligadas ao que o Gaeco denomina de “Grupo Mohamad”.

A investigação aponta que existe uma forte conexão entre o grupo de Mohamad e o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que se beneficia de um ecossistema propício à lavagem de capitais, facilitado pela atuação nas usinas e no setor de combustíveis. Informações do Ministério Público indicam que a estrutura criminosa usou pessoas jurídicas para adquirir solventes, que, na verdade, eram desviados para a Grande São Paulo.

O patrimônio dos quatro fundos investigados no esquema de desvio de solventes é estimado em cerca de R$ 205 milhões, com um aumento patrimonial superior a 200% em um período de pouco mais de um ano. Durante uma coletiva em São Paulo, Robinson Sakiyama Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, revelou que uma das FINTECHS sob investigação movimentou mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo relacionado ao esquema do PCC.

Além das operações em Iguatemi, no ano passado, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em empresas como Copape Produtos de Petróleo Ltda., Control Participações Ltda. e Gasp Participações e Investimentos S.A., localizadas em Campo Grande. A movimentação total suspeita do grupo criminoso gira em torno de R$ 26 bilhões, revelando a magnitude do esquema que tem se aprofundado no setor de combustíveis.

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