Arrecadação de impostos em MS apresenta queda no início de 2026

A arrecadação de impostos em Mato Grosso do Sul enfrentou uma diminuição de 1,3% nos primeiros dois meses de 2026, em contraste com o aumento observado em outras regiões, como na arrecadação federal, que cresceu 19,7%, e em Mato Grosso, que registrou uma alta de 8,8%. De acordo com dados do Ministério da Fazenda, a receita estadual do MS totalizou R$ 3,782 bilhões, inferior ao montante de R$ 3,782 bilhões do mesmo período do ano anterior, representando uma diferença de R$ 49 milhões. Ao se considerar a inflação, a queda real na arrecadação é de quase 6,5%.

Enquanto isso, Mato Grosso reportou um crescimento considerável em sua arrecadação, que saltou de R$ 4,478 bilhões para R$ 5,360 bilhões, resultando em um aumento de 19,7%. No entanto, as duas principais fontes de receita em Mato Grosso do Sul, o ICMS e o IPVA, apresentaram retração. A arrecadação do ICMS caiu de R$ 2,848 bilhões para R$ 2,835 bilhões, o que corresponde a uma diminuição de aproximadamente 0,5%. Uma das causas para essa queda é a redução na importação de gás boliviano, que está estimada em R$ 25 milhões por mês.

O IPVA, por sua vez, sofreu uma queda ainda mais significativa, de 7%. No ano passado, os cofres estaduais receberam R$ 673,8 milhões provenientes desse imposto, enquanto neste ano o valor foi de R$ 626,8 milhões. Apesar de anualmente serem emplacados cerca de 60 mil veículos no estado, o número total de veículos que incidem sobre o IPVA apresentou uma diminuição de 22,6% desde 2021, quando o total de cobranças era de 1,121 milhão.

Essa redução no número de veículos tributáveis se deve à mudança na legislação que isentou do imposto os veículos com mais de 15 anos de fabricação, uma alteração que antes abrangia os de mais de 20 anos. Os dados sobre a arrecadação referentes a março e abril ainda não foram divulgados pelo Ministério da Fazenda. Em 2022, por exemplo, foram emitidos 924.056 boletos de cobrança, número que caiu para 909.785 em 2023 e continuou a declinar nos anos subsequentes, chegando a 867.755 em 2026.

A expectativa da administração estadual é de que a arrecadação nas parcelas seguintes seja superior à do ano passado, uma vez que houve a mudança na exigência de pagamento, que agora é feito à vista no início do mês. Anteriormente, os contribuintes tinham até o final de janeiro para quitar seus débitos com desconto. Em fevereiro de 2025, o IPVA arrecadou R$ 89 milhões, enquanto em fevereiro de 2026 foram R$ 10 milhões a mais.

O cenário de queda na arrecadação não é novo, tendo ocorrido fenômenos semelhantes no início do ano passado. Em resposta à diminuição das receitas, a administração do estado anunciou, em agosto do ano passado, um corte generalizado de gastos, com previsão de economia entre R$ 500 e R$ 800 milhões durante o ano.

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