Audiência na Câmara aborda o combate à Violência Sexual Infantojuvenil

A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão Externa sobre Prevenção e Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil, realizará uma audiência pública na próxima terça-feira (2), às 14 horas, no plenário 3. O objetivo do encontro é discutir o crescimento alarmante dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, além de examinar as políticas públicas vigentes para o enfrentamento dessa questão.

A iniciativa atende a um pedido dos deputados Osmar Terra, do PL-RS, e Fernando Rodolfo, do PRD-PE. Osmar Terra enfatiza que os numerosos registros e operações conduzidas pela Polícia Federal e pelas polícias civis nos estados evidenciam a urgência em expandir as ações de combate à Violência Sexual Infantojuvenil, especialmente no contexto digital. Ele menciona a delegada Lisandrea Salvariego, uma das convidadas do debate, que tem se dedicado a alertar sobre os perigos que crianças e adolescentes enfrentam nas plataformas online.

“Ela atua fortemente no combate a crimes como aliciamento de menores em jogos online, chantagem com fotos íntimas (sextorsão), estupro virtual e crimes digitais”, destaca Osmar Terra, ressaltando a relevância do trabalho da delegada.

Fernando Rodolfo, por sua vez, traz à tona dados que mostram que a Polícia Federal efetuou 1.132 operações policiais em 2025, relacionadas a crimes cibernéticos de abuso sexual de crianças e adolescentes. Esse número representa um aumento de 6% em comparação ao ano anterior. As operações resultaram no resgate de 123 vítimas, um crescimento de 24% em relação a 2024, o que reforça a necessidade de ações mais efetivas nesse campo.

Além disso, Fernando Rodolfo menciona a contribuição do procurador George Lodder, também convidado para o evento, que abordará as dificuldades enfrentadas por promotores e policiais na obtenção de provas digitais durante investigações de crimes praticados no ambiente virtual. “Há muitos desafios para obter provas digitais, que são extremamente voláteis”, afirma o deputado, evidenciando a complexidade do trabalho investigativo no cenário atual.

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