Os colombianos se preparam para um dia decisivo neste domingo, 31, quando irão às urnas para escolher seu próximo presidente. A eleição ocorre em um contexto de tensões e violência geradas por grupos armados ilegais, refletindo uma sociedade dividida entre manter ou mudar as diretrizes do governo de Gustavo Petro. Um total de 11 candidatos disputam a presidência, mas as pesquisas indicam uma corrida acirrada entre três principais concorrentes: Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia.
Iván Cepeda, que representa o Pacto Histórico e é atual senador, pretende dar continuidade às políticas implementadas por Petro, com foco em programas sociais e reformas no sistema previdenciário e trabalhista. Ele também busca a aprovação da controversa reforma da saúde, que tem gerado debates acalorados no Congresso. Por outro lado, Paloma Valencia, que é afilhada política do ex-presidente Álvaro Uribe, e Abelardo de la Espriella, que se alinha a figuras como Donald Trump e Nayib Bukele, prometem uma mudança de rumo, priorizando a austeridade e uma postura mais rígida contra a criminalidade, especialmente voltada para narcotraficantes e grupos armados.
Dentre os candidatos, Cepeda se destaca como o único que continuaria a política de "paz total" iniciada por Petro, que busca dialogar com grupos revolucionários ilegais ainda não desarmados. A situação de segurança no país é complexa, com cerca de 27 mil insurgentes atuando, conforme estimativas da Fundação Ideias para a Paz, centro de pesquisa dedicado ao conflito interno colombiano. A Colômbia ainda enfrenta os desdobramentos do acordo de paz assinado há uma década com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), lidando com dissidências e a presença de outros grupos como o Clã do Golfo e o Exército de Libertação Nacional, além dos impactos do narcotráfico e da mineração ilegal.
Os locais de votação estarão abertos das 10h às 18h, seguindo o horário de Brasília, e aproximadamente 41,4 milhões de cidadãos estão habilitados a votar. A Registraduría Nacional começará a contagem dos votos após o fechamento das urnas, mas não há horários fixos para a divulgação dos resultados iniciais, que têm caráter informativo e serão confirmados em dias posteriores durante o processo de apuração. Além disso, a jornada eleitoral contará com cerca de 1,5 mil observadores internacionais, incluindo representantes do Centro Carter e da União Europeia, que garantirão a transparência do pleito.






