No dia 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco trouxe à tona a preocupação com os impactos do tabagismo e o crescimento do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre adolescentes. Em 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) escolheram o tema "Desmascarando o apelo – combatendo a dependência", que visa alertar sobre as estratégias da indústria do tabaco que tornam seus produtos mais atraentes e favorecem a dependência desde cedo.
Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem intensificado suas ações educativas, de prevenção e tratamento, com apoio de municípios, escolas, universidades e da Vigilância Sanitária. O foco é aumentar o acesso à informação, evitar a experimentação entre os jovens e fortalecer o atendimento a fumantes que buscam deixar o cigarro.
Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024 revelam um aumento alarmante na experimentação de cigarros eletrônicos entre adolescentes de 13 a 17 anos. O percentual subiu de 16,8% para quase 30% em apenas cinco anos, indicativo de que quase três em cada dez estudantes brasileiros nessa faixa etária já experimentaram esses dispositivos pelo menos uma vez.
Além disso, informações do Vigitel Brasil, que abrange o período de 2006 a 2024, reforçam a preocupação com a persistência da dependência da nicotina no Brasil. Apesar dos avanços no Controle do Tabagismo convencional, novos desafios surgem, demandando respostas mais efetivas no âmbito da saúde pública.
Carla Tatiane Soares, gerente de Prevenção e Controle do Tabagismo da SES, expressa a inquietação com o apelo dos produtos eletrônicos, que pode levar a uma nova geração a se tornar dependente da nicotina. Ela ressalta que a indústria utiliza sabores atrativos e estratégias de marketing que tornam esses produtos especialmente sedutores para os jovens.
Matheus Pirolo, gerente de Apoio aos Municípios e de Supervisão do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, destaca que a atuação integrada busca reforçar o combate à comercialização irregular desses produtos Em Mato Grosso do Sul. Ele afirma que a Vigilância Sanitária está comprometida com o cumprimento das normas da Anvisa relacionadas ao comércio de produtos fumígenos e dispositivos eletrônicos.






