A Petrobras anunciou uma redução no preço do diesel destinado às distribuidoras, mas essa queda não deve se refletir em um menor valor pago pelo consumidor nos postos de combustíveis. A razão para isso é o retorno da cobrança de tributos como o PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) a partir deste domingo (31), o que compensou o corte realizado pela estatal.
Essa análise foi realizada pelo Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul), que definiu o resultado das duas ações como de "efeito zero para os preços do diesel". O benefício fiscal, que retirava R$ 0,32 por litro do preço do diesel, foi encerrado no dia 31 de maio. No mesmo dia, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no valor do diesel A, a ser vendido às distribuidoras, com início a partir desta segunda-feira (1º).
Dessa maneira, as duas medidas se anularam, resultando na manutenção do preço final do diesel ao consumidor. Embora a Petrobras tenha comunicado a redução, a reoneração dos tributos federais neutraliza o impacto, não havendo, portanto, expectativa de diminuição real no preço que chega aos postos.
Em uma nota divulgada neste fim de semana, o Sinpetro-MS resumiu a situação de forma clara: “Os dois processos resultaram em efeito zero para os preços do diesel.” A Petrobras, por sua vez, afirmou que a redução do preço do diesel segue a política de subvenção econômica do governo federal para o combustível rodoviário.
A reoneração dos tributos refere-se ao fim do benefício fiscal que, por um tempo, havia diminuído a carga tributária sobre o diesel, mas que agora volta a ser cobrado, impactando diretamente o valor final pago pelo consumidor. Assim, a expectativa de que a redução de preço anunciada pela Petrobras traria alívio ao bolso dos motoristas e consumidores não se concretiza.






