Mato Grosso do Sul intensifica ações contra facções criminosas após declaração dos EUA

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Mato Grosso do Sul intensificou suas ações contra facções criminosas, resultando na prisão de cinco indivíduos considerados de alta periculosidade pertencentes ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação ocorre em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a organização como terrorista, aumentando a pressão sobre as autoridades brasileiras para combater o crime organizado.

Na última terça-feira, equipes da Polícia Militar e do Bope realizaram a Operação Malleus em três municípios: Campo Grande, Água Clara e Corumbá. Durante coletiva de imprensa, o tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva, comandante do Bope, informou que a ação resultou na detenção de todos os alvos, que possuem registros de crimes hediondos.

Entre os presos, destaca-se Erasmo Venâncio Barbosa, que acumula diversas passagens, incluindo crimes como estupro de vulnerável e tráfico de drogas. Outro alvo, Rafael Henrique Ruiz de Souza, é suspeito de homicídio, lesão corporal, roubo e tráfico, enquanto Rafael Macedo de Souza enfrenta acusações relacionadas à promoção e financiamento de organização criminosa. Duas mulheres também foram detidas: Rafaela Costa dos Santos, por fornecer bebidas a menores e integrar o PCC, e Kethleen Novaes de Souza, envolvida no tráfico de drogas.

O tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva enfatizou que, embora haja atenção a esses integrantes de organizações criminosas, as investigações revelam que esses grupos são desorganizados e carecem de recursos. Ele destacou que a Polícia Militar e o Bope estão comprometidos em manter a ordem e desarticular essas facções no Estado.

É importante ressaltar que tanto o PCC quanto o Comando Vermelho têm forte atuação em Mato Grosso do Sul, especialmente nas áreas de fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Na semana anterior, a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) prendeu uma mulher em Campo Grande, suspeita de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. Nesse mesmo período, surgiram investigações que ligam empresas em Iguatemi ao PCC, no âmbito da Operação Fluxo Oculto, uma extensão da Operação Carbono Oculto.

Entre os investigados, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, foram alvos de mandados de busca e apreensão devido à sua participação em atividades criminosas relacionadas ao PCC. A crescente tensão entre os grupos rivais tem gerado um aumento na violência na região, evidenciando a necessidade de ações mais rigorosas por parte das autoridades.

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