A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) está analisando a possibilidade de intervenção na concessão do Transporte Coletivo em Campo Grande. Esta avaliação ocorre em um momento em que o prazo para a conclusão do relatório final do estudo sobre o setor se aproxima e os problemas enfrentados continuam sem solução.
Na audiência pública realizada ontem pela Prefeitura de Campo Grande, autoridades discutiram a situação atual do Transporte Coletivo, que é administrado pelo Consórcio Guaicurus. O diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, destacou a necessidade de ações efetivas por parte da prefeita Adriane Lopes (PP). Ferreira afirmou que a situação do transporte não pode permanecer como está e que a intervenção é uma das possibilidades a serem consideradas.
“Estamos cientes de que há espaço para melhorias na prestação de serviços. A Agetran acredita que a prefeita deve tomar alguma medida, seja uma intervenção ou outra ação necessária para resolver os problemas atuais”, comentou Ferreira.
O diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg), Paulo da Silva, também participou da audiência e explicou os critérios para determinar a viabilidade de uma intervenção. Ele ressaltou que, para avaliar a situação, são necessários DADOS que não estão disponíveis diretamente da empresa, mas que podem ser coletados externamente.
De acordo com Paulo, quatro figuras são essenciais no processo de intervenção: um interventor-chefe, um interventor administrativo-financeiro, um jurídico e um operacional. Ele mencionou que, atualmente, a frota de ônibus da capital enfrenta problemas significativos, com 197 ônibus vencidos, 15 fora de operação devido a interdições e 13 ônibus com problemas em Mato Grosso do Sul.
Na audiência, a procuradora-geral do Município, Cecília Rizkallah, foi questionada sobre a possibilidade de VENDA do Consórcio Guaicurus. Ela confirmou que essa opção existe no contrato, mas que qualquer movimentação precisa ser analisada pelo Município antes de ser ratificada. “Qualquer relação com o setor privado após uma VENDA deve ser apresentada ao Município para análise das cláusulas contratuais”, explicou Cecília.






