A Prefeitura de Limeira, localizada no interior de São Paulo, informou que tomará medidas legais contra o governo federal devido à morte de uma jovem de 21 anos ocorrida durante um salto de Rope Jump na Ponte do Esqueleto, no último sábado, dia 13. A vítima, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, foi lançada de uma altura de 40 metros sem o uso de corda, e o momento foi capturado em vídeo por testemunhas presentes no local. Em decorrência do incidente, três homens de idades 27, 32 e 42 anos foram detidos em flagrante, sendo acusados de homicídio com dolo eventual, caracterizado pela ausência de intenção direta de matar, mas com a assunção do risco da ação.
Na nota divulgada, a administração municipal destacou que, desde o início de 2025, vinha adotando medidas administrativas e solicitando providências de órgãos federais para garantir a segurança na área. Através da Câmara Municipal, ofícios foram enviados exigindo ações de segurança adequadas. A prefeitura enfatizou que a tragédia torna a continuidade da omissão governamental insustentável e inaceitável. Além disso, a gestão municipal expressou apoio à Polícia Civil nas investigações e solidarizou-se com os familiares e amigos da jovem falecida.
O prefeito Murilo Félix, do Podemos, comentou sobre as circunstâncias que levaram à morte de Maria Eduarda, ressaltando a necessidade de apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso em uma área federal conhecida por apresentar riscos há anos. Ele afirmou que a Prefeitura e a Câmara têm pressionado o governo federal para que assuma sua responsabilidade, lamentando que a omissão tenha resultado em mais uma tragédia na cidade.
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamentou a morte da jovem, caracterizando-a como uma tragédia ocorrida durante uma atividade esportiva não autorizada na ponte. O órgão esclareceu que a ponte pertence a um trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis e que a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026. A secretaria se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
Os saltos de Rope Jump, que atraíam um público considerável, incluindo crianças, eram frequentemente registrados e compartilhados nas redes sociais, e em dezembro de 2025, o custo para participar de um salto com a empresa Entre Cordas era de R$ 130. O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antônio de Campos, classificou o incidente como um erro grotesco, afirmando que os instrutores falharam em seguir o protocolo adequado. No Rope Jump, ao contrário do bungee jump, o equipamento é preso à cintura e ao peitoral do participante, proporcionando uma experiência diferente ao saltar.
Vale lembrar que a mesma ponte já havia sido palco de tragédias anteriores. Em abril de 2024, uma ciclista perdeu a vida após cair da estrutura, e em agosto do ano seguinte, duas mulheres ficaram gravemente feridas em um acidente semelhante. Esses episódios ressaltam a urgência de medidas de segurança na área.






