Os produtores de soja de Mato Grosso do Sul estão em um período crítico para o combate à ferrugem asiática, uma doença que pode comprometer gravemente a próxima safra. O vazio sanitário, que proíbe a manutenção de plantas vivas até o dia 15 de setembro, é uma das principais estratégias adotadas para controlar a disseminação do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável por perdas que podem chegar a 90% do rendimento.
Recentemente, Mato Grosso do Sul colheu cerca de uma tonelada a menos do que o previsto, mas a safra 2025/2026 se configura como a maior da história do estado. O aumento da incidência da ferrugem asiática foi notável, especialmente após meses de chuvas intensas e clima irregular, que favoreceram a proliferação da doença. Durante o vazio sanitário, é essencial que os agricultores eliminem não apenas as plantas de soja cultivadas, mas também aquelas voluntárias, conhecidas como guaxas, que podem surgir após a colheita.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) reforça que o vazio sanitário, regulamentado pela portaria número 1.579 da Secretaria de Defesa do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa), é fundamental para a saúde da lavoura. A Aprosoja/MS, por sua vez, destaca que a ferrugem asiática, ao causar desfolhamento precoce, impede a formação de grãos, prejudicando assim a produtividade dos agricultores.
Com o término do vazio sanitário se aproximando, o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta, ressalta a importância do mapeamento das áreas de cultivo, que evidenciou grandes variações de produtividade entre os municípios. Dos 79 municípios do estado, 28 apresentaram produtividade acima da média estadual, enquanto 50 ficaram abaixo desse índice, refletindo desigualdades que podem ser atribuídas a condições climáticas e à infraestrutura agrícola.
Balta enfatiza que a identificação das áreas com melhor e pior desempenho é crucial para direcionar ações futuras tanto do setor produtivo quanto das políticas públicas. Essa informação permitirá que investimentos e estratégias sejam aplicados de maneira mais eficiente, visando melhorar a performance dos polos agrícolas e consolidar as áreas com maior eficiência na produção.






