Experiência singular: ex-jogador do Japão relembra confronto com o Brasil na Copa

O lateral Alex Santos, que chegou ao Japão ainda na adolescência, teve a oportunidade de participar de duas Copas do Mundo pela seleção nipônica, incluindo o histórico confronto contra o Brasil em 2006. Para ele, ouvir o hino de seu país natal em um Mundial é uma emoção única, especialmente quando se está em campo como adversário. Essa foi a situação que viveu no torneio realizado na Alemanha, onde atuou na fase de grupos contra a seleção brasileira.

Natural de Maringá, no Paraná, Alex Santos foi o lateral esquerdo titular do Japão no jogo realizado em 22 de junho de 2006, em Dortmund. Sua trajetória no Japão começou quando se mudou para o país asiático aos 16 anos para estudar e jogar futebol. Ele se naturalizou e fez parte da seleção que disputou a Copa do Mundo de 2002, coorganizada por Japão e República da Coreia.

Em entrevista, Alex relembra sua decisão de se naturalizar japonês, um processo que levou cerca de um ano e meio. "Cheguei aos 16 anos para estudar, um processo bem diferente do que outros jogadores. Quando saí da escola, já sabia o idioma e a cultura japonesa, e me perguntei por que não me naturalizar", afirmou o ex-jogador.

O sorteio da Copa do Mundo de 2006 colocou Brasil e Japão no mesmo grupo. Na estreia, a seleção japonesa empatou com a Croácia e perdeu para a Austrália, o que levou ao confronto contra a seleção brasileira, que contava com grandes estrelas, como Ronaldo, Ronaldinho, Adriano e Kaká. Alex descreve a experiência como "muito esquisita, mas ao mesmo tempo muito prazerosa", ressaltando a emoção de enfrentar atletas que admirava pela televisão.

Atualmente, Alex Santos trabalha como CEO do Galo Maringá e preside um instituto que leva seu nome, promovendo o futebol para crianças e adolescentes. Em relação ao reencontro entre Brasil e Japão na Copa do Mundo da FIFA 2026™, que ocorrerá na América do Norte, ele expressa uma torcida particular. "Vou torcer sim para o Japão, mas não vou ficar triste se o Brasil ganhar. É uma oportunidade para o Japão crescer", afirma, destacando a importância do resultado em um torneio de tal magnitude.

Ele ainda analisa o estilo de jogo das duas seleções, prevendo um embate dinâmico. "Creio que o Japão vai querer impor um ritmo muito dinâmico, de muita transição, enquanto o Brasil vai tentar evitar isso. O Japão sabe que precisa ter cuidado com jogadores como Vinícius Junior e outros que podem desequilibrar em um contra-ataque", conclui Alex, que espera que sua seleção consiga avançar para além das oitavas de final, algo que nunca conseguiu em sua história nas Copas do Mundo.

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