Servidores do Detran-MS são suspensos após investigações de fraudes

Dois servidores do Detran de Mato Grosso do Sul foram suspensos por períodos de 30 e 45 dias após a divulgação de portarias disciplinares no Diário Oficial do Estado. As medidas disciplinares foram adotadas em decorrência de processos administrativos internos que identificaram violações a deveres funcionais estabelecidos pela legislação estadual. Os servidores afetados são Abner Aguiar Fabre, que recebeu uma suspensão de 30 dias, e Adriano Passarelli, punido com 45 dias de afastamento.

As portarias que determinaram as suspensões não especificam publicamente as condutas que levaram às penalidades, mas indicam que as infrações estão relacionadas a deveres do serviço público estadual. Abner Aguiar Fabre está envolvido nas investigações da Operação 4º Eixo, que teve início em 12 de julho de 2023 e investiga fraudes na liberação irregular de caminhões, além de alterações indevidas nas características de veículos de carga, como a inclusão de um quarto eixo, afetando diretamente o registro e a fiscalização pelo Detran.

Por sua vez, Adriano Passarelli é mencionado nas investigações da Operação Miríade, deflagrada em 29 de junho de 2023, que se concentra em fraudes relacionadas a alterações nos registros do sistema do Detran, com suspeitas de manipulação de dados de veículos nos cadastros oficiais. Essas apurações integram um conjunto maior de investigações sobre fraudes no sistema do Detran em Mato Grosso do Sul.

Além das operações já citadas, as investigações incluem a Operação Resfriamento, realizada em 8 de novembro de 2022, que focou em licenciamento irregular de veículos. Esse conjunto de apurações também abrange a exclusão de restrições em cadastros e a atuação de grupos ligados a despachantes.

João Vitor Machado, identificado como o despachante líder do esquema de fraudes no Detran, foi preso em dezembro de 2025 após operações policiais que investigavam irregularidades no sistema. Ele foi apontado como uma figura central em um grupo que manipulava registros de veículos, mas teve sua soltura determinada pela Justiça em maio de 2026, com a imposição de medidas cautelares.

Essas investigações representam uma continuidade nas ações contra fraudes que têm ocorrido ao longo dos últimos anos, abordando questões como alterações indevidas em registros de veículos, liberação irregular de caminhões e a exclusão de restrições no sistema oficial, em procedimentos que dependem de acesso privilegiado ou intermediação de terceiros.

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