Um capataz de fazenda, com 42 anos, foi preso sob a acusação de torturar e manter sua esposa, de 39 anos, e a enteada, de 12 anos, em condições de violência e cárcere privado em uma propriedade rural em Bodoquena, Mato Grosso do Sul. A detenção ocorreu na quinta-feira, dia 02 de julho, durante a execução de um mandado de prisão relacionado a uma condenação por posse e porte irregular de arma de fogo.
Durante a abordagem policial, o homem foi encontrado na fazenda onde trabalhava. A equipe de policiais notou que a adolescente tinha uma lesão visível no pescoço. Mãe e filha foram ouvidas separadamente e relataram que o ferimento foi causado pelo suspeito, que utilizou uma faca de serra. As vítimas relataram que as agressões eram frequentes, envolvendo tanto violência física quanto psicológica.
No dia 29 de junho, o capataz teria enforcado as duas com as mãos e, posteriormente, utilizado a lâmina da faca sobre o pescoço da adolescente, resultando na lesão observada pelos agentes. Além disso, as vítimas contaram que, em outras ocasiões, o agressor pressionou seus pescoços com um cinto, amarrou suas mãos e até colocou um saco plástico na cabeça da menina, sempre proferindo ameaças.
A esposa do suspeito revelou que ele a impedia de manter contato com seus familiares, quebrou os celulares dela e da filha e proibia visitas aos outros filhos que ela tinha de um relacionamento anterior. Ela mencionou que dependia financeiramente do companheiro e que morava com ele na fazenda, onde se dedicava apenas a trabalhos domésticos.
Após a prisão do capataz, mãe e filha expressaram a intenção de registrar uma queixa criminal contra ele e solicitaram medidas protetivas de urgência, demonstrando medo em relação ao agressor. Ambas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil, onde exames de corpo de delito revelaram uma lesão leve no pescoço da adolescente, enquanto a mulher e o suspeito não apresentaram lesões visíveis.






