A chegada de uma frente fria a Mato Grosso do Sul nesta semana trouxe uma queda significativa nas temperaturas, especialmente nesta sexta-feira (3). Os municípios situados no Sul, Cone-Sul e na fronteira com o Paraguai foram os mais impactados. Aral Moreira registrou a menor temperatura do Estado, com 7,8°C, seguida por Sete Quedas, que apresentou 9,6°C. No entanto, em alguns locais, a sensação térmica foi ainda mais baixa.
Em Amambai, por exemplo, a temperatura mínima foi de 10,5°C, mas a sensação térmica caiu para apenas 5°C. Em Aral Moreira, a sensação foi de 6°C, enquanto em Caarapó, onde a mínima atingiu 11,9°C, a sensação também foi de 6°C. A cidade de Ponta Porã, na região de fronteira, amanheceu com 10,2°C, com sensação térmica de 8°C. Mundo Novo e Iguatemi apresentaram mínimas de 10,9°C e 11,7°C, respectivamente, com sensações térmicas de 9°C e 8°C.
Dourados também foi afetada pela massa de ar frio, com mínimas de 12,4°C e sensação de 8°C. A capital, Campo Grande, registrou 13,6°C pela manhã, com sensação térmica de 9°C. Outras cidades, como Corumbá e Paranaíba, mostraram mínimas de 13,5°C e 12,9°C, com sensações térmicas de 11°C e 10°C, respectivamente. Em Chapadão do Sul, a mínima foi de 14,3°C, com sensação de 11°C, e Três Lagoas, embora tenha registrado uma mínima de 19,3°C, teve uma sensação térmica de 18°C.
Esse fenômeno marca a primeira frente fria de julho e a segunda do inverno em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo para 58 municípios, indicando a possibilidade de queda adicional de até 5°C. As áreas mais afetadas são as regiões Sul e Oeste, onde as temperaturas devem permanecer mais baixas, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.
A previsão é de que as temperaturas frias continuem até sábado (4), com maior intensidade nas cidades de fronteira e no Cone-Sul. Apesar de a estação ser tradicionalmente associada a temperaturas mais baixas, a tendência climática para Mato Grosso do Sul neste inverno aponta para temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que varia de 24°C a 26°C na maior parte do Estado.
O Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) destaca que essa situação pode ter repercussões nos setores agropecuário, hídrico, energético e na saúde pública, o que torna essencial um monitoramento meteorológico contínuo. Além disso, o El Niño deve se intensificar no segundo semestre, contribuindo para ondas de calor mais frequentes e prolongadas, além de períodos de temperaturas acima da média.





