Mato Grosso do Sul registra mais de R$ 400 milhões em emendas parlamentares

A bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional empenhou, para o ano de 2023, um total de R$ 417,07 milhões em emendas parlamentares. Até o dia 3 de julho, data que marca o início das restrições eleitorais, 74,6% desse montante, equivalente a R$ 311,27 milhões, já haviam sido efetivamente pagos. Esse valor faz parte de um pacote recorde de R$ 33,89 bilhões destinado pela União a todos os senadores e deputados federais do Brasil.

O valor total empenhado de R$ 417,07 milhões foi distribuído entre os 11 representantes do Estado no Congresso Nacional, que incluem três senadores e oito deputados federais. A movimentação dos recursos reflete uma ACELERAÇÃO na execução das emendas, que ocorre antes do período em que a legislação eleitoral limita as transferências voluntárias do governo federal.

Na análise dos valores empenhados, a senadora Soraya Thronicke (PSB) se destaca como a líder da bancada sul-mato-grossense, com R$ 67,43 milhões. Em seguida, está o senador Nelsinho Trad (PSD), que empenhou R$ 67,35 milhões. Entre os deputados federais, Rodolfo Nogueira (PL) aparece com R$ 38,91 milhões, seguido por Dagoberto Nogueira (PP) com R$ 38,65 milhões.

Outros parlamentares, como Beto Pereira (Republicanos) e Dr. Luiz Ovando (PP), também têm valores significativos, com R$ 36,14 milhões e R$ 35,70 milhões, respectivamente. Marcos Pollon (PL) empenhou R$ 32,59 milhões, enquanto Geraldo Resende (União Brasil) e Camila Jara (PT) têm R$ 28,48 milhões e R$ 27,36 milhões, respectivamente. A senadora Tereza Cristina (PP) possui R$ 23,66 milhões empenhados.

Por último, o deputado Vander Loubet (PT) é o que menos emendas tem empenhadas, com um total de R$ 20,75 milhões. A antecipação dos repasses é uma estratégia comum, considerando que os parlamentares precisam garantir a execução das emendas antes da imposição das restrições legais que limitam as transferências voluntárias de recursos.

É importante destacar que o valor empenhado representa o teto máximo reservado no Orçamento Geral, e a diferença entre os valores empenhados e pagos pode ser atribuída a trâmites burocráticos, como a comprovação da execução dos serviços e as vistorias de engenharia. O pagamento é efetivado quando o recurso já está disponível para ser utilizado, garantindo que os serviços sejam concluídos e os PAGAMENTOS realizados.

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