Operação investiga esquema de corrupção que se espalha por vários estados

Um dos aspectos mais alarmantes do esquema era a extorsão de prefeitos, que se utilizava da estrutura da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ed Carlo Britto Burgatt, na função de coordenador estadual de Regulação, condicionava o atendimento a pacientes à assinatura de contratos com a Editora Avante. Em diálogos obtidos, Ed Carlo chegou a afirmar que, caso não houvesse “acerto”, ele poderia “trancar tudo” na regulação, resultando em “saúde zero” para o município.

Gabriel Taquino, outro envolvido, reforçava a pressão sobre os prefeitos, sugerindo que a falta de contrato significaria a morte de pacientes. Quando Nova Alvorada do Sul hesitou em firmar o contrato, as orientações foram drásticas, incluindo a suspensão de cirurgias na cidade. Em contrapartida, os prefeitos que concordavam com o esquema recebiam promessas de soluções imediatas na saúde e verbas significativas para exames.

As investigações continuam em andamento, e a extensão desse esquema de corrupção ainda está sendo apurada, com a possibilidade de novos desdobramentos em outros estados do Brasil.

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