O dólar brasileiro apresentou uma leve alta em relação ao real, fechando a R$ 5,111, enquanto o Ibovespa interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos, com uma queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos. O cenário financeiro foi impactado pela escalada do conflito no Oriente Médio, além de um pessimismo crescente em relação a empresas de inteligência artificial, que afetou as negociações globais.
Os preços do petróleo, por outro lado, subiram expressivamente, com o Brent avançando 4,59%, alcançando US$ 88,10 o barril, e o WTI subindo 4,48%, para US$ 82,49. Essa elevação nos preços do petróleo ajudou a mitigar as perdas da moeda brasileira e favoreceu as ações da Petrobras, embora não tenha sido suficiente para evitar a queda do índice da bolsa.
O dólar chegou a atingir a máxima de R$ 5,133 durante a manhã, por volta das 10h30, mas terminou o dia com um aumento de R$ 0,24%. Apesar da alta, a variação semanal foi praticamente nula, com uma queda de 1% em relação ao real desde o início de julho. No acumulado do ano, a moeda americana registrou uma desvalorização de 6,88%.
Apesar do clima desfavorável no cenário internacional, o desempenho do real foi superior ao de outras moedas emergentes. A valorização do petróleo trouxe um alívio em relação à pressão cambial, beneficiando as exportações brasileiras, uma vez que o país é um grande exportador da commodity. O aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros ficou em segundo plano nas preocupações dos investidores.
No mercado de ações, o Ibovespa teve sua primeira perda semanal em um mês, refletindo uma leve queda de 0,06% nesta sexta-feira. O índice chegou a operar em alta, mas perdeu impulso à medida que os juros futuros avançaram, especialmente com ações ligadas ao consumo apresentando as maiores perdas.
O desempenho da Petrobras, impulsionado pela alta do petróleo, limitou as perdas do índice, mas os mercados globais enfrentaram pressão devido à queda das ações de fabricantes de chips e empresas de tecnologia, reforçando a aversão ao risco entre os investidores.




