A partir da próxima segunda-feira, 20, a Polícia Federal (PF) dará início a uma operação nacional com o objetivo de garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O plano prevê a mobilização de até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits para vistoria antibomba, com um orçamento estimado em R$ 95 milhões.
A proteção será ativada após a homologação das candidaturas durante as convenções partidárias, mediante solicitação formal das campanhas. A estrutura foi projetada para atender até dez candidaturas simultaneamente, com equipes especializadas distribuídas por todos os Estados, acompanhando de forma constante as agendas de campanha.
A PF adotará critérios técnicos uniformes para todas as candidaturas, definindo efetivos e recursos de acordo com o nível de risco de cada uma. No entanto, a corporação optou por não divulgar a classificação de risco atribuída a cada candidato, assim como o número de servidores designados para cada equipe.
Cada candidatura contará com um planejamento específico, elaborado com base na análise de risco e que será atualizado conforme a evolução das ameaças e as características de cada compromisso. Antes das agendas, equipes precursoras realizarão o reconhecimento dos locais e articularão as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais.
A adesão ao serviço de segurança será uma escolha do candidato. As campanhas que decidiram não utilizar o suporte da PF terão suas decisões respeitadas, mas poderão solicitar a proteção a qualquer momento. Para preparar a equipe, a PF conduziu um ciclo de capacitação que formou ou aprimorou mais de 600 profissionais em diversas áreas, incluindo direção veicular, primeiros socorros e operação de drones.
Atualmente, a corrida presidencial conta com 12 pré-candidatos, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Leonardo Avalanche (PRTB). Também se destaca uma disputa interna pela legenda do DC entre Joaquim Barbosa e Aldo Rebelo. A definição dos nomes que realmente concorrerão ao Palácio do Planalto ocorrerá apenas após as convenções partidárias, que começam em 20 de julho, com o registro das candidaturas se estendendo até 15 de agosto.




