Tráfego na MS-276 é suspenso para reparos após falhas no asfalto

A rodovia MS-276, que liga Batayporã a Nova Andradina, teve o tráfego interrompido nesta segunda-feira para reparos necessários após o esfarelamento de um trecho de 5,92 quilômetros do novo asfalto. A situação gerou polêmica na última semana de julho, quando moradores da região compartilharam vídeos que mostravam a deterioração do pavimento, especialmente nas cabeceiras de uma das pontes, que apresentaram problemas de drenagem.

O Governo do Estado, em nota, informou que a falha foi identificada durante a aplicação da capa asfáltica, quando foi detectada a presença de lençol freático no encabeçamento da ponte. Essa descoberta inviabilizou a aplicação da segunda camada de asfalto e exigiu intervenções adicionais antes da finalização da obra. Apesar das irregularidades, o tráfego foi liberado no final de junho, o que levou a uma rápida degradação do asfalto.

A Agência de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) afirmou que, até o momento da polêmica, 92% dos serviços da rodovia estavam concluídos. No entanto, a importância da via levou à sua liberação para tráfego, mesmo sem a camada definitiva de asfalto. Os reparos e a conclusão da obra estão a cargo da ENGR Engenharia e Consultoria, que venceu a licitação em 2022.

Durante a entrega de outras obras em Batayporã no dia 26 de junho, o governador Eduardo Riedel, do Partido Progressista, visitou a obra do asfaltamento, uma ação que foi interpretada por muitos moradores como uma inauguração. De acordo com informações oficiais, a obra recebeu um investimento total de R$ 28 milhões e estava com 96% dos serviços realizados, embora posteriormente a Agesul tenha corrigido a informação, indicando que ainda faltavam 8% para a conclusão.

A licitação para a execução da obra ocorreu em maio de 2022, com um investimento previsto de R$ 19,577 milhões, oriundos do Fundersul. No entanto, os custos já ultrapassaram 50% do valor inicialmente orçado. O engenheiro Gil Márcio Franco, responsável pela empreiteira, assinou aditivos em nome da empresa e atualmente ocupa um cargo na Agesul, onde é diretor-presidente desde maio deste ano.

A repercussão negativa do caso levou o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, a se manifestar nas redes sociais. Com mais de um milhão de seguidores, ele gravou um vídeo no local, explicando que o esfarelamento do asfalto estava restrito ao trecho onde ainda não havia sido aplicada a cobertura asfáltica definitiva. O vídeo de Marcos Guimarães, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal, alcançou quase cem mil visualizações e contribuiu para a ampliação do debate sobre a qualidade das obras na rodovia.

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