Defensoria Pública de MS planeja oferecer suporte psicológico a superendividados

A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul está desenvolvendo um projeto para aumentar o suporte a indivíduos que enfrentam superendividamento, oferecendo acompanhamento psicológico gratuito. Essa iniciativa será realizada em parceria com o Centro Universitário Insted e envolve o encaminhamento de assistidos pelo Núcleo Institucional de Promoção e Defesa do Consumidor e Demais Matérias Cíveis Residuais (Nuccon) para a Clínica de Psicologia da instituição.

A discussão sobre o termo de cooperação ocorreu na última quinta-feira (30), nas dependências da Defensoria Pública-Geral. O encontro contou com a presença de Renata Gomes Bernardes Leal, gestora de Projetos e Convênios da Defensoria e defensora pública de segunda instância, além de Cláudia Bossay Assumpção Fassa, coordenadora do Nuccon, e Adriana Cardoso, coordenadora da Clínica de Psicologia da Faculdade Insted.

O objetivo principal dessa proposta é complementar o atendimento jurídico já disponível, proporcionando suporte psicológico às pessoas que enfrentam dificuldades financeiras e que optarem por participar do projeto. Claudia Fassa, coordenadora do Nuccon, enfatizou que o acompanhamento será individualizado e totalmente gratuito, permitindo que os participantes tenham acesso a um tratamento focado em suas necessidades.

"O tratamento será individualizado e totalmente gratuito. A pessoa que aceitar participar será encaminhada para a clínica, onde terá acesso ao acompanhamento psicológico. Esse trabalho amplia o atendimento da Defensoria e fortalece a rede de apoio às pessoas em situação de superendividamento", afirmou Fassa.

Além do atendimento clínico, a parceria incluirá a promoção de ações educacionais, como palestras e workshops, que abordarão temas como consumo consciente, planejamento financeiro e direitos do consumidor. A proposta foi formulada a partir da análise das situações enfrentadas pelos atendidos no Nuccon, que frequentemente revelam que o superendividamento está ligado a eventos inesperados na vida das pessoas.

A defensora pública destacou que, em muitos casos, o superendividamento não resulta apenas de má gestão financeira, mas está relacionado a circunstâncias imprevistas que impactam a vida dos indivíduos. Isso reforça a necessidade de um atendimento que considere também a dimensão psicológica da situação.

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