STF exige esclarecimentos de Soraya Thronicke e Lindbergh Farias sobre acusações contra Alfredo

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a senadora Soraya Thronicke, do PSB, e o deputado federal Lindbergh Farias, do PT-RJ, forneçam esclarecimentos adicionais sobre as graves acusações de estupro de vulnerável que envolvem o deputado federal Alfredo Gaspar, do PL-AL. Gaspar é candidato a vice-presidente na chapa liderada por Flávio Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também solicitou à Polícia Federal (PF) que inicie diligências para investigar as alegações feitas pelos parlamentares, que afirmam possuir evidências sobre o caso e estão dispostos a colaborar com a apuração.

As acusações foram reveladas em 27 de março durante a sessão final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Na ocasião, Lindbergh Farias chamou Alfredo Gaspar de "estuprador" enquanto este apresentava o relatório final da comissão. Em resposta, Gaspar reagiu de forma contundente, afirmando: "Eu estuprei corruptos como vossa excelência", o que gerou um intenso conflito verbal entre os envolvidos.

Após a polêmica, Lindbergh e Soraya realizaram uma coletiva de imprensa para esclarecer suas declarações. O deputado do PT justificou sua atitude, afirmando que a gravidade das acusações exigia que fossem tornadas públicas. De acordo com os parlamentares, os supostos crimes teriam ocorrido há oito anos em Alagoas, onde uma criança, vítima de estupro de vulnerável, teria engravidado e dado à luz um filho de Alfredo Gaspar. Além disso, mencionaram uma segunda vítima, atualmente com 21 anos, e afirmaram que a documentação enviada às autoridades inclui diálogos, gravações e informações sobre pagamentos que variam entre R$ 70 mil e R$ 400 mil, supostamente para silenciar as vítimas.

Lindbergh e Soraya decidiram não divulgar informações adicionais sobre o caso a fim de proteger a identidade das vítimas. Eles protocolaram uma notícia-crime na Polícia Federal, acompanhada de alegações de que Alfredo Gaspar teria tentado intimidar o parlamentar, o que comprometeria as conclusões do relatório apresentado na CPMI do INSS. O caso está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que em abril exigiu que os dois parlamentares apresentassem esclarecimentos em até 15 dias. Apesar da determinação, a petição não recebeu andamento por vários meses.

Na última quinta-feira (6), a defesa de Alfredo Gaspar voltou a solicitar providências à PGR, pedindo que a investigação avançasse. Os advogados apresentaram o perfil genético do deputado e afirmaram que ele permanece disponível para realizar um novo exame de DNA. Gaspar, em declarações públicas, reiterou seu pedido para que a investigação avance com provas científicas, implorando: "façam o exame de DNA, a prova científica". Embora tenha sido procurado para comentar as acusações, Alfredo Gaspar não respondeu, mas mantém sua posição de negar todas as alegações feitas contra ele.

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