Um homem foi sentenciado a 33 anos e 8 meses de prisão pela morte de sua ex-companheira em Coxim, em um caso que evidencia a gravidade da violência de gênero. O crime ocorreu em janeiro de 2024, quando a vítima decidiu encerrar o relacionamento e solicitou que o réu deixasse sua residência.
Após a separação, o condenado retornou à casa da ex-companheira armado com uma faca. Durante uma discussão acalorada, motivada por ciúmes, ele desferiu 11 golpes contra a vítima, resultando em sua morte. O júri popular, ao analisar o caso, aceitou integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que argumentou a favor da condenação.
Os jurados reconheceram tanto a materialidade do crime quanto a autoria do réu, rejeitando a defesa que pedia a absolvição e a alegação de homicídio privilegiado sob a justificativa de violenta emoção. Em sua deliberação, os jurados também acolheram as qualificadoras de motivo torpe e feminicídio, que foram fundamentais para a definição da pena.
Além da pena de 33 anos e 8 meses de reclusão, que será cumprida em regime inicialmente fechado, a sentença inclui uma indenização de R$ 10 mil a ser paga por danos morais à família da vítima. Essa condenação reflete o comprometimento do sistema judiciário em combater a violência contra a mulher e garantir justiça em casos de feminicídio.
O caso ressalta a importância de medidas eficazes de proteção às mulheres e a necessidade de um olhar atento para as dinâmicas de relacionamentos abusivos. A condenação do réu em Coxim serve como um alerta sobre as consequências trágicas que podem advir de relações marcadas por ciúmes e possessividade, além de reforçar a necessidade de ações preventivas e educativas na sociedade.






