Mato Grosso do Sul será um dos estados que receberá pontos de coleta de DNA na campanha nacional voltada para ajudar na localização de pessoas desaparecidas. Ao todo, 15 locais estarão disponíveis no estado, a partir desta segunda-feira (24) até a próxima sexta-feira (28). Essa ação faz parte da quarta edição da força-tarefa, que busca amostras de material genético de familiares de desaparecidos, promovida pelo Governo Federal em colaboração com as secretarias de segurança pública.
A iniciativa é uma convocação aos familiares de pessoas desaparecidas para que realizem a coleta de material genético, o que permitirá o cruzamento de perfis de indivíduos encontrados, tanto vivos quanto falecidos, que não tenham identificação nos bancos de dados estaduais, distrital e nacional. Os municípios que terão pontos de coleta incluem Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Campo Grande, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Para participar, os interessados devem levar um documento de identificação e ter em mãos as informações contidas no Boletim de Ocorrência (B.O) do desaparecimento, incluindo a delegacia, o número e o estado de registro. O Governo Federal destaca que essa campanha é uma oportunidade para aqueles que ainda não realizaram a coleta de DNA, especialmente para os familiares de primeiro grau, como filhos, pais e irmãos.
Em Campo Grande, a taxa de localização de pessoas desaparecidas utilizando esse método é bastante alta, alcançando 90%, conforme informações da campanha de 2025. A declaração foi feita pelo então titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro. A diretora do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), Josemirtes Socorro Fonseca Prado da Silva, também ressaltou que, após a coleta, o perfil genético é inserido em um banco de dados nacional, onde será comparado com outros perfis.
Caso ocorra uma coincidência, a delegacia responsável será notificada para que possam ser tomadas as devidas providências. A instituição encarregada do processo se compromete a contatar os familiares que doaram o material, oferecendo assim uma nova esperança na busca por notícias de entes queridos desaparecidos.






