Diretoria feminina assume comando do Sindjor-MS pela primeira vez em 43 anos

A história do jornalismo em Mato Grosso do Sul ganha um novo capítulo com a eleição da primeira diretoria exclusivamente feminina do Sindjor-MS, após 43 anos de fundação. A Chapa Aurora, que conta com 20 mulheres, será presidida por Suelen Morales durante o triênio de 2026 a 2029.

Suelen Morales enfatizou que a vitória vai além das integrantes da nova gestão, representando todas as mulheres jornalistas do estado. "Não é uma vitória apenas das 20 mulheres que compõem a nossa gestão. É uma conquista que simbolicamente pertence a cada mulher jornalista de Mato Grosso do Sul", afirmou a nova presidente.

O reconhecimento dessa mudança também foi reforçado pela deputada estadual Lia Nogueira, do PSDB, que apresentou a Moção de Lia Nogueira em congratulação à nova diretoria. A deputada, que tem uma trajetória como jornalista, destacou a importância dessa eleição, que valoriza mulheres que historicamente contribuíram para a comunicação, mas que nem sempre ocuparam posições de liderança. "Ver essas mulheres assumirem juntas a direção do Sindjor-MS é motivo de orgulho e reconhecimento", declarou Lia.

A eleição da Chapa Aurora também provoca uma reflexão sobre a presença feminina em cargos de comando. Suelen Morales mencionou que, por anos, as diretorias compostas majoritariamente por homens eram vistas como normais, sem questionamentos. "Durante décadas tivemos gestões majoritariamente formadas por homens e ninguém perguntava por quê", ressaltou.

Para a nova presidente, liderar o sindicato é uma oportunidade de amplificar a voz das profissionais que enfrentam desafios no exercício da profissão. Além de buscar valorização e melhores condições de trabalho, a gestão pretende estreitar laços com jornalistas da Capital e do interior, assim como com assessorias e novos espaços de comunicação.

"O nosso recado é para que as mulheres reconheçam a força que têm quando caminham juntas. Ocupem os espaços, fortaleçam umas às outras, unam-se e protejam-se. A mulher merece ser ouvida e também merece estar onde as decisões são tomadas", destacou Suelen.

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