Lula defende aprovação do fim da escala 6×1 e reafirma soberania do Brasil

Neste sábado, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 será aprovada pelo Congresso na próxima semana. Durante um evento em Belo Horizonte, ele destacou que a mudança permitirá que homens e mulheres tenham mais tempo para cuidar de suas vidas pessoais e familiares.

Lula enfatizou sua determinação em garantir a soberania do Brasil, afirmando que, enquanto estiver no cargo, nenhum governo estrangeiro interferirá nos assuntos internos do país. "Nós vamos aprovar nesta semana o fim da escala 6×1", afirmou, ressaltando a importância de dar mais liberdade às pessoas em suas rotinas diárias.

O evento contou com a presença de ministras do governo, incluindo Miriam Belchior, da Casa Civil, e Esther Dweck, da Gestão, além de candidatas ao Senado, como Marília Arraes (PDT) e Eliziane Gama (PT). Ambos os temas, a defesa da soberania e o fim da escala de trabalho, estão entre as prioridades da campanha de Lula. Recentemente, ele havia desviado a atenção desses tópicos em entrevistas, focando em investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro.

Na última semana, Lula se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a PEC que acaba com a escala 6×1. O texto já está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou um parecer favorável à proposta aprovada na Câmara.

Durante seu discurso, Lula foi aplaudido ao falar sobre o fim da escala 6×1 e a importância da soberania nacional. Ele se comprometeu a tornar o Brasil um país desenvolvido até o final de um possível quarto mandato, afirmando que dedicará seus esforços para que o país não deva nada à China Se. O presidente também fez um apelo à participação ativa das mulheres, ressaltando que elas representam a maioria da população e devem exercer essa força.

Lula destacou que a representação feminina em cargos de gestão subiu de 29% no governo anterior para 38% em sua administração, mas afirmou que ainda é insuficiente, devendo alcançar 50% ou mais. Essa afirmação foi feita diante da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja. O presidente também mencionou sua mãe, Dona Lindu, como uma figura inspiradora em sua vida.

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