Homem é condenado a 42 anos por assassinato de adolescentes em Rio Brilhante

Após cinco anos do crime, Cleiton de Matos Ortiz, de 41 anos, foi condenado a 42 anos e oito meses de prisão pela morte de Anderson Menezes, de 17 anos, e Leticia Rodrigues de Lima, de 16 anos. O julgamento ocorreu No Tribunal do Júri, onde o conselho de sentença reconheceu Ortiz como autor dos homicídios qualificados, considerando as circunstâncias que aumentaram a pena, como o motivo torpe e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A sentença impôs penas de 21 anos e 4 meses de prisão para cada uma das vítimas, que foram somadas devido à natureza distinta dos crimes. A execução da pena é imediata, conforme determinado pelo juiz. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destacou que diversos fatores foram levados em conta para a definição da pena, incluindo a idade das vítimas e a reincidência do réu, que cometeu os crimes enquanto estava em regime semiaberto e sob monitoramento eletrônico.

Além da pena de prisão, o tribunal estabeleceu que Ortiz deverá indenizar as famílias dos adolescentes em R$ 50 mil cada, totalizando R$ 100 mil. Também foi decidido que o réu arcará com as custas processuais e que as munições apreendidas durante a ocorrência serão entregues ao Exército Brasileiro. A tornozeleira eletrônica utilizada por Ortiz deverá ser devolvida à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário.

O crime ocorreu no dia 6 de novembro de 2021, em uma casa localizada no bairro João Zardo, em Rio Brilhante. Na noite do crime, Anderson e Leticia estavam em um jantar com outras pessoas quando Cleiton chegou e disparou contra os adolescentes. Anderson foi atingido por quatro tiros e encontrado na varanda, enquanto Leticia, que levou cinco tiros, foi localizada no quarto da residência.

Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga de pessoas do local, incluindo o autor do crime, que saiu em um veículo. Uma jovem que chegou à casa após os disparos acionou a Polícia Militar. No local, foram coletadas 12 cápsulas de munição calibre 9 milímetros e munições intactas do mesmo tipo, que foram encaminhadas para perícia. Equipes da Polícia Civil e Científica também estiveram presentes na cena do crime.

Cleiton de Matos Ortiz era o proprietário da residência onde o jantar acontecia e havia saído da prisão cerca de um mês antes do assassinato. Ele já cumpria pena por ter assassinado dois irmãos em Rio Brilhante anteriormente.

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