A "Operação Bomba Oculta" foi deflagrada em 28 de agosto de 2023, como um desdobramento da ação federal "Carbono Oculto", que busca desmantelar um esquema clandestino de comércio de combustíveis. A operação tem o objetivo de interditar postos de combustíveis e bloquear inscrições estaduais e Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) que estão sob investigação, revelando um verdadeiro centro de sonegação localizado em Mato Grosso do Sul.
Diversos órgãos públicos estão envolvidos na operação, incluindo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Polícia Civil, a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Secretaria da Fazenda e Planejamento Estadual de São Paulo. Os agentes estão concentrados na cidade de São Paulo, onde iniciaram o bloqueio e a interdição de postos que operam sem autorização da ANP.
A "Operação Bomba Oculta" é uma continuidade das ações iniciadas pela "Carbono Oculto", que foi lançada em 28 de agosto de 2025. O foco das investigações é desmantelar um esquema de sonegação, fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Desde 2019, a ANP revogou a autorização de funcionamento de mais de dez mil postos de combustíveis, porém muitos continuam operando clandestinamente, utilizando CNPJs ativos para realizar a compra e comercialização de combustíveis.
A colaboração entre os diferentes órgãos tem sido fundamental para identificar empresas que atuam de forma ilícita, sincronizando informações cadastrais para lacrar essas unidades clandestinas. A Instrução Normativa RFB nº 2.340, publicada em 24 de agosto de 2026, alterou as regras de declaração de custo para aquisição de propriedade, facilitando o combate à comercialização irregular de combustíveis em São Paulo.
A operação também trouxe à tona a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal, evidenciando suas ramificações no setor de combustíveis e no mercado financeiro paulista, inclusive na região da Faria Lima. As autoridades fiscais e o Ministério Público destacaram que esse esquema criminoso teria gerado cerca de R$10 bilhões em importações ilegais de combustíveis, além de R$52 bilhões em vendas no varejo realizadas em mais de mil postos. Outras transações, que totalizam R$46 bilhões, foram realizadas por fintechs clandestinas que atuaram como bancos paralelos entre 2020 e 2024.






