Análise de CARGA de madeira em Corumbá não detecta cocaína

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul conduziu uma perícia em uma CARGA de madeira apreendida em quatro caminhões na cidade de Corumbá. Durante a análise, foram coletadas ao todo 52 amostras para exames que visavam identificar a presença de cocaína, mas os laudos não indicaram a detecção do entorpecente.

Os laudos da perícia, realizados em resposta à apreensão ocorrida no dia 21 de junho, referem-se a cada um dos caminhões interceptados. As amostras foram coletadas entre os dias 30 de junho e 3 de julho no porto seco dos Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul, local onde o perito criminal federal Matheus de Andrade Carvalho Souza e o perito federal Saulo Gomes, do Instituto Nacional de Criminalística, realizaram o trabalho.

Antes da coleta principal, uma análise preliminar foi realizada em cada caminhão no dia 23 de junho. O primeiro caminhão transportava 10 palanques e 1.080 postes de aroeira, e foram coletadas três amostras inicialmente, além de mais sete durante a descarga. O segundo caminhão continha 166 peças de madeira cortada, totalizando 10.771,21 pés tablares de caviúna, com quatro fragmentos coletados na coleta preliminar e mais 10 amostras no dia 1º de julho.

No terceiro caminhão, havia 750 postes e 80 machones de aroeira, que também foram analisados, resultando em seis fragmentos na coleta preliminar e 10 amostras adicionais. O quarto caminhão transportava 500 postes, 75 machones e 40 palanques de aroeira, com três fragmentos coletados inicialmente e mais nove amostras posteriormente.

Apesar da ausência de vestígios de cocaína nos exames realizados, a CARGA continua RETIDA pela Receita Federal. O órgão informou que aguarda a entrega de laudos complementares do Instituto Nacional de Criminalística. Caso não sejam encontradas irregularidades adicionais, a liberação das cargas poderá ser considerada. Enquanto isso, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar os fatos, mantendo o Ministério Público Federal e a Receita Federal informados sobre o andamento do caso.

Reuniões estão sendo programadas entre a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para discutir as próximas etapas e as ações necessárias, respeitando as atribuições de cada instituição envolvida.

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