Aumento salarial é aprovado para Servidores de Campo Grande após período de CONTENÇÃO

Os Servidores de Campo Grande terão um reajuste salarial em 2023, sendo esta a primeira vez desde 2022 que recebem um aumento. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal após a prefeitura enviar um projeto de lei que estabelece um aumento de 4,39%. Este reajuste será implementado em duas parcelas: a primeira, de 2,20%, será paga em agosto deste ano, enquanto a segunda, de 2,19%, está programada para janeiro de 2027.

No Projeto de Lei nº 12.456/2026 originalmente enviado pelo Poder Executivo, a segunda parcela do aumento seria paga em março. Contudo, os vereadores optaram por modificar essa data. Além disso, foi excluído do texto um trecho que isentava do reajuste servidores que pertencem a carreiras ou cargos com política remuneratória própria ou piso salarial definido por legislação específica. O aumento aprovado destina-se exclusivamente ao vencimento-base dos cargos efetivos.

Os servidores comissionados não terão acesso a esse reajuste, que também não se aplica aos integrantes do magistério público municipal, incluindo professores convocados, que seguem a política remuneratória estabelecida na Lei Municipal nº 7.119/2023, com as alterações da Lei Municipal nº 7.523/2025. Agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias também não serão contemplados, já que seus vencimentos obedecem ao piso salarial nacional definido por legislação federal.

Após mais de um ano em que as medidas de CONTENÇÃO foram implementadas, a prefeitura decidiu retomar o envio de projetos de reajuste aos servidores públicos. O último aumento salarial ocorreu em 2021, quando o percentual foi de 10%. A reforma administrativa e o corte de gastos foram as justificativas apresentadas pela gestão municipal, que visavam modernizar a administração pública e aumentar a eficiência no uso do orçamento.

Marquinhos Trad, um dos vereadores, manifestou sua oposição ao aumento, argumentando que isso seria uma resposta à injustiça da prefeita Adriane Lopes, que aumentou seu próprio salário e o de seu alto escalão acima da inflação. Por outro lado, o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Neto, do PSDB, ressaltou que o Legislativo trabalhou para assegurar avanços para os servidores sem criar despesas adicionais, uma competência que cabe ao Executivo. Ele reconheceu que o percentual aprovado não atende completamente às demandas dos servidores, mas enfatizou que representa o que foi possível em função das limitações financeiras apresentadas.

O projeto ainda precisa ser sancionado pela prefeita para que o reajuste tenha validade.

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