Bolívia e Brasil intensificam combate a facções criminosas na fronteira

O governo da Bolívia está promovendo uma ação conjunta com a Polícia Federal do Brasil para combater a atuação de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), no país vizinho. Essa iniciativa, denominada Plano Fronteira Segura, foi oficialmente lançada em Guayaramerín, uma cidade boliviana que faz fronteira com Guajará-Mirim, em Rondônia. O plano visa bloquear AÇÕES criminosas nas regiões mais vulneráveis, identificadas como críticas pelo Ministério do Governo da Bolívia.

Durante o lançamento, o presidente boliviano, Rodrigo Paz, destacou que o esforço será contínuo nas áreas de fronteira consideradas de alto risco para a atuação de grupos criminosos. Ele afirmou: “Lançamos o Plano Fronteiras Seguras com empenho permanente da polícia boliviana em cinco pontos fronteiriços para desarticular o crime organizado transnacional, porque um país seguro é um país onde bolivianos investem em seu próprio território.”

O comandante geral da polícia boliviana, Mirko Sokol, também esteve presente e salientou que as operações estão focadas em dificultar a atuação das facções. Ele ressaltou a importância de impedir a entrada de grupos criminosos nas cidades, uma vez que estes são responsáveis por gerar violência e mortes. As autoridades brasileiras não se manifestaram publicamente sobre o assunto, atribuindo a ausência de declarações ao período eleitoral. Contudo, a cerimônia contou com a presença do ministro de Segurança e Justiça Pública, Wellington Lima e Silva, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Nos últimos oito meses, as AÇÕES implementadas resultaram na expulsão de 17 indivíduos com liderança em organizações criminosas, incluindo membros do PCC e CV. Além disso, foram apreendidas 58 aeronaves, 370 imóveis e 573 veículos. O plano também resultou na destruição de 10 pistas clandestinas e na apreensão de 283 toneladas de drogas, evidenciando a intensidade dos esforços na região.

O ministro boliviano da Defesa, Ernesto Justiniano, enfatizou a postura firme do governo contra o narcotráfico, afirmando que “a Bolívia não será terra livre para as máfias”. Ele criticou a inércia diante do crime organizado, afirmando que as organizações criminosas não são interlocutores válidos em um contexto democrático.

A Bolívia também busca alinhar suas AÇÕES com os Estados Unidos, tendo realizado uma reunião recente com o secretário de Defesa estadunidense, Pete Hegseth, e o general Francis L. Donovan, que atua no Comando do Sul, unidade do exército dos EUA responsável por operações na América Latina. O foco é ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional, que representa uma ameaça à segurança regional.

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