Campo Grande está se preparando para contar com mais de dez frentes de tapa-buracos a partir da primeira quinzena de setembro. Essa expansão será viabilizada pela habilitação de sete empresas pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul, conhecido como Consórcio Central. As empresas selecionadas participaram de um sorteio que definiu a ordem de atuação para atender às demandas da manutenção das vias. A Prefeitura está finalizando os contratos e as ordens de serviço, permitindo que os trabalhos tenham início em breve.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) mantém sete frentes de tapa-buracos na cidade, sendo cinco operadas por empresas contratadas e duas por equipes próprias. Em junho, a Prefeitura contava apenas com duas equipes, mas com a nova estrutura, a capacidade diária de reparos aumentou de aproximadamente 350 para mais de 1,5 mil buracos tapados. A expectativa é que mais de dez frentes sejam distribuídas pelas sete regiões de Campo Grande na primeira metade de setembro.
O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, destacou que a nova abordagem permitirá acelerar os reparos nas vias. Ele afirmou que, desde que assumiu a gestão da Sisep, o número de frentes de trabalho aumentou de duas para sete, enfatizando a necessidade de um reforço adicional nos próximos meses para intensificar a recuperação da malha viária.
A iniciativa ocorre em um contexto em que a Prefeitura busca normalizar um serviço que se tornou uma das principais queixas dos habitantes de Campo Grande. Dados recentes indicam que em julho foram tapados 20.950 buracos, utilizando 2.858 toneladas de Concreto Betuminoso Usinado (CBUQ). O desafio é significativo, considerando que a cidade possui mais de 4 mil quilômetros de vias, dos quais mais de 3 mil quilômetros são pavimentados.
A ampliação das equipes de tapa-buracos também se dá em meio a um cenário de incerteza sobre a continuidade dos serviços. Parte dos contratos existentes estava com vencimento previsto para 24 e 31 de julho, o que tornava a realização de uma nova licitação uma tarefa demorada. Antes do término de alguns contratos, os trabalhos já haviam sido suspensos em quatro localidades atendidas pela Construtora Rial, uma das empresas envolvidas na Operação Buraco Sem Fim, que foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em 12 de maio.
A operação investigou possíveis irregularidades em contratos de tapa-buracos da Sisep, que movimentaram mais de R$ 113 milhões entre 2018 e 2025. Após a deflagração da operação, a empresa solicitou a suspensão de seus serviços, e o Município também optou por interromper o contrato, intensificando a necessidade de novas frentes de trabalho para a recuperação das vias na capital.





