O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu início a um inquérito para apurar irregularidades em uma clínica de hemodiálise localizada em Campo Grande. A decisão veio após a identificação de diversas falhas relacionadas às normas sanitárias e aos protocolos assistenciais da instituição.
A investigação foi formalizada pelo Promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, que atua na 76ª Promotoria de Justiça da Capital. O inquérito teve início a partir da análise de informações colhidas em um procedimento instaurado em maio deste ano, que revelou pelo menos 12 infrações operacionais na clínica.
Entre as irregularidades apontadas estão problemas com a segurança dos pacientes, a higienização inadequada de equipamentos essenciais, o controle da qualidade da água utilizada nos procedimentos e falhas na documentação de registros assistenciais e na comunicação de eventos adversos. O relatório elaborado após inspeções da Vigilância Sanitária Estadual destaca desde a má limpeza de equipamentos críticos até o gerenciamento deficiente da qualidade da água, um aspecto crucial para a segurança dos pacientes em tratamento de hemodiálise.
Apesar de ter sido autuada e penalizada administrativamente, a clínica continua sob rigorosa vigilância. O MPMS ressaltou que a correção dos erros não elimina as responsabilidades pelos riscos já impostos à população. A clínica tem um prazo de 20 dias para apresentar evidências de que todas as irregularidades foram sanadas.
O caso está sendo conduzido pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, que investiga a responsabilidade criminal pelos danos causados, incluindo a ocorrência de uma morte relacionada. O objetivo do inquérito civil é determinar se há conexão entre as falhas sanitárias e os incidentes trágicos registrados.
A tramitação do procedimento segue em andamento, e novas inspeções podem ser realizadas a qualquer momento para assegurar que não haja mais riscos à vida dos pacientes, evitando falhas que poderiam ser prevenidas.






