Condenação de jovens por assassinato de padre em Douradina é confirmada

A Justiça de Mato Grosso do Sul proferiu a condenação de Leanderson de Oliveira Júnior e João Victor Martins Vieira pela morte do padre Alexsandro da Silva Lima. O crime ocorreu em novembro do ano passado, quando o corpo do religioso foi encontrado enrolado em um tapete e abandonado em um matagal na área industrial de Douradina.

De acordo com as investigações, o assassinato foi premeditado e motivado pelo desejo de roubar bens materiais da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, incluindo um Jeep Renegade. A sentença judicial considerou as circunstâncias do crime e as provas coletadas, resultando na condenação de Leanderson por latrocínio, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes. A pena imposta a ele foi de 22 anos de prisão, em regime fechado.

João Victor Martins Vieira, o segundo réu, foi sentenciado por furto qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes, recebendo uma pena de quatro anos de reclusão, além de seis meses de detenção e 40 dias-multa, em regime inicial aberto. Um alvará de soltura foi expedido em seu favor.

O juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 2ª Vara Criminal, destacou que o crime foi planejado antes do encontro com o padre, refutando a ideia de que teria sido um ato impulsivo. Este entendimento foi corroborado por uma mensagem encontrada no celular de Leanderson, na qual ele conversava com uma das adolescentes aliciadas para ajudar no crime, mencionando a intenção de roubar ou matar o padre.

Durante as investigações, foram identificados quatro suspeitos, entre os quais Leanderson e João Victor, ambos com 18 anos na época, além de duas adolescentes de 17 anos. O crime brutal envolveu agressões com uma marreta e facadas, conforme constatado pela perícia. João Victor foi acusado de auxiliar na ocultação do corpo e no furto do veículo da paróquia.

O Delegado Lucas Albe Veppo, responsável pelo caso, revelou que os acusados não tinham conhecimento da condição de padre da vítima e estavam interessados apenas no Jeep Renegade, que pretendiam vender por R$ 40 mil a um comprador no Paraguai. Com o encerramento do julgamento, as penas foram estabelecidas, refletindo a gravidade do crime cometido na região.

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