As obras para a construção de um trecho de 13,1 quilômetros que interligará a BR-267 à Ponte Internacional da Rota Bioceânica, situada entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, estão ameaçadas de paralisação por falta de recursos assegurados pelo Governo Federal. Este projeto é parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento total estimado em R$ 472 milhões. Contudo, até agora, apenas R$ 220,7 milhões foram empenhados, deixando um montante de R$ 251,3 milhões que ainda precisa ser alocado, sem previsão no orçamento atual.
De acordo com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), dos R$ 220,7 milhões já disponibilizados, cerca de R$ 184,7 milhões foram utilizados até o momento. O valor restante, de R$ 36 milhões, está destinado à finalização das Obras de Arte Especiais (OAE). O DNIT informou que a suplementação de recursos poderá ser feita conforme o progresso das obras.
João Carlos Parkinson, diplomata encarregado das negociações internacionais para os corredores bioceânicos, indicou que os R$ 251,3 milhões que faltam podem ser obtidos através de financiamento do Tesouro, por meio da Itaipu Binacional, ou por meio de um empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Até a presente etapa, 10,1 quilômetros de terraplenagem e movimentação de terra foram executados. Também foram concluídas 97% das Obras de Arte Correntes (OACs), que envolvem a instalação de bueiros, galerias e passagens para fauna. Atualmente, 38,1% do empreendimento está finalizado e a previsão para a conclusão total das obras é para 2027, conforme o DNIT.
No Paraguai, o governo planeja concluir suas obras no segundo semestre deste ano, com a pavimentação de 3,8 quilômetros restantes até a rodovia PY-15.
Na última quinta-feira (23), uma cerimônia estava programada para celebrar o “beijo das aduelas” entre autoridades brasileiras e paraguaias, mas precisou ser cancelada devido ao mau tempo. Apesar do cancelamento oficial, representantes dos dois países realizaram uma celebração informal no local exato de junção da ponte, que se estende por 1.294 metros sobre o rio Paraguai. Este evento simbolizou o progresso da Rota Bioceânica, que promete encurtar em até 17 dias o tempo de transporte das exportações brasileiras até os mercados asiáticos através do oceano Pacífico.






