Nos últimos meses, Daniel Salve tem se dedicado intensamente a três produções teatrais, cada uma com características e funções distintas. Após a realização de um workshop internacional de 'Nautopia' em Londres, ele se encontra na fase final de 'Meu Filho é um Musical', que retrata a vida de Paulo Gustavo, além de assumir a direção artística da versão brasileira de 'Percy Jackson'.
O projeto 'Nautopia', que Salve desenvolve de forma independente, passou por uma etapa crucial com o workshop na capital britânica. O artista ressalta que essa abordagem exige um processo diferente do habitual, marcado pela necessidade de revisões e amadurecimento contínuo. Ele observa que, No Brasil, a pressão por estrear pode comprometer o desenvolvimento de obras originais. "Criar um musical original exige tempo, maturação, revisões, leituras, workshops, tentativas, erros, reescritas… exige que a obra possa respirar antes de chegar ao palco", explica.
Em relação a 'Meu Filho é um Musical', que é a primeira produção brasileira original da Touché Entretenimento, Daniel ficou responsável pelas letras e músicas do espetáculo. A estreia está marcada para o dia 20 de agosto no Teatro Renault, em São Paulo, após uma temporada inicial no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro. O artista comenta que a interação com familiares e amigos de Paulo Gustavo, como Déa Lúcia, Ju Amaral, Fil Braz e João Fonseca, tem sido fundamental para a construção emocional da narrativa.
O musical busca explorar a essência do ser humano por trás da figura pública, revelando não apenas o humor, mas também os medos e anseios do artista. Salve menciona que o espetáculo pretende mostrar o lado vulnerável e humano de Paulo Gustavo, destacando sua busca por pertencimento e reconhecimento.
Além disso, a adaptação de 'Percy Jackson' também está em andamento, com estreia programada para 10 de outubro no Teatro Liberdade, em São Paulo. O projeto enfrenta o desafio de criar uma experiência que dialogue com o imaginário dos fãs, evitando uma simples reprodução do material original. "Muitas vezes, por medo de decepcionar os fãs, as adaptações acabam ficando excessivamente literais. O palco precisa trazer invenção, surpresa, linguagem, ponto de vista", afirma.
Apesar da diversidade de projetos, Daniel Salve acredita que o maior desafio está em evitar repetições criativas. Segundo ele, o amadurecimento artístico torna o processo de criação cada vez mais exigente. "Quanto mais a gente escreve ou compõe, mais difícil fica. E que bom que é assim", conclui.





