O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, popularmente conhecido como Neno Razuk, foi expulso da Bolívia após ser abordado pelas autoridades locais, onde estava há um mês. A expulsão ocorreu após a apresentação de um documento que foi classificado como "presumidamente falso". A Direção Geral de Migração da Bolívia determinou sua saída obrigatória e a entrega à Polícia Federal na fronteira com Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
Neno Razuk ingressou na Bolívia em 1º de julho de 2026, por meio do posto migratório de San Matías, que se localiza no departamento de Santa Cruz, próximo à fronteira com o Brasil. Ele foi abordado no dia 2 de agosto, quando foi encaminhado ao posto de controle migratório de Puerto Suárez. Essa ação foi resultado de um pedido de cooperação entre as autoridades do Brasil e da Bolívia.
Durante o processo de verificação, as autoridades bolivianas consultaram o sistema da Interpol e constataram que não havia a inclusão de Neno na Difusão Vermelha. Entretanto, foi identificado um mandado de prisão emitido pela Justiça brasileira, com validade até julho de 2046, relacionado a investigações sobre organização criminosa.
A notificação de saída obrigatória destacou que Neno não possuía permanência legal na República da Bolívia e que a expulsão se deu em razão da apresentação de um documento considerado falso. A decisão boliviana ocorreu em um contexto em que Neno estava foragido após a decretação de sua prisão preventiva pela Justiça de Mato Grosso do Sul.
A prisão preventiva foi determinada pelo juiz José Henrique Káster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, após Neno perder o mandato na Assembleia Legislativa, o que resultou na perda da prerrogativa de foro. O magistrado argumentou que a liberdade do ex-deputado representava risco à ordem pública, dado que ele é apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa ativa.
Neno é réu em um processo decorrente da Operação Successione, que investiga crimes como organização criminosa, roubo, corrupção e lavagem de dinheiro. Além disso, em um processo anterior ligado a essa operação, ele foi condenado a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão por crimes relacionados à organização criminosa armada e exploração do jogo do bicho. Apesar das condenações, ele recorria da sentença em liberdade, mas a nova prisão preventiva foi determinada em uma ação penal distinta daquela que resultou na condenação anterior. O ex-deputado nega qualquer envolvimento nas atividades criminosas mencionadas.





